O adolescente está na linha de frente da pandemia da AIDS, uma ameaça relevante à sua saúde e sobrevivência. Em todo o mundo, um entre vinte adolescentes contrai algum tipo de doença sexualmente transmissível (DST) a cada ano. Diariamente, mais de sete mil jovens – cinco por minuto – são infectados pelo HIV, num total de 2,6 milhões por ano, o que representa a metade de todos os casos registrados.

O Hiv.

Estima-se que 10 milhões de adolescentes vivem hoje com o HIV ou estão propensos a desenvolver a AIDS entre os próximos três e quinze anos. Aproximadamente 80% das transmissões do HIV no mundo decorrem do sexo desprotegido. O adolescente é mais propenso a dispensar o preservativo porque não tem acesso a ele ou porque não é capaz de convencer o parceiro ou parceira da necessidade do seu uso, entre outras causas.

Na presença de uma DST, o risco de transmissão do HIV é de três a cinco vezes maior. No Brasil observa-se, também, uma juvenilização da pandemia da AIDS – 13,4% dos casos diagnosticados entre 1980 e 1998 foram em adolescentes. Ainda que não infectados pelo HIV, existem adolescentes marcados por cicatrizes psicológicas e desvantagens educacionais por terem que cuidar de parentes contaminados.

Um grande problema hoje enfrentado pelo jovem, é também a ejaculação precoce, um sério risco ao seu desenvolvimento sexual do jovem.

Mas graças a ciência e tecnologia, hoje já existe tratamento para a ejaculação precoce, onde o jovem tem buscado ajuda e informações.

Muitos tornam-se órfãos e são obrigados a assumir as responsabilidades típicas dos chefes de família, quando vivem o início da adolescência, antes mesmo de completar o ensino fundamental ou adquirir alguma habilidade profissional. Desde a década de 40, observa-se um início cada vez mais precoce da puberdade, o que acarreta um decréscimo na idade da primeira menstruação. Assim, a capacidade reprodutiva se instala mais cedo, com uma maior exposição à maternidade precoce – aquela que ocorre dos 20 anos, segundo a OMS. A competência social, no entanto, ocorre cada vez mais tarde, o que a dissocia da maturação sexual. A maternidade precoce representa riscos tanto para a adolescente como para seu filho. Complicações relacionadas com a gravidez estão entre as principais causas de morte de mulheres entre os 15 e os 19 de idade.

Todos os anos, no mundo, pelo menos 60 mil adolescentes morrem em decorrência de complicações na gravidez e no parto. Além disso, bebês nascidos de mães jovens são mais propensos a apresentar baixo peso e a morrer de desnutrição e problemas infecciosos no primeiro ano de vida. A cada ano, mais de quatro milhões de mulheres no mundo se submetem ao aborto em condições de risco, muitas vezes ilicitamente e sob cuidado de pessoas desqualificadas.

No Brasil, a gravidez entre os 15 e os 19 anos cresceu 26% entre 1970 e 1991, contrariando a tendência geral de diminuição das taxas de fecundidade. A Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) realizada em 1996 demonstrou que 14% das mulheres nessa faixa etária tinha pelo menos um filho e que as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior do que as de melhor nível socio-econômico. Entre 1993 e 1998, observou-se um aumento de 31% no percentual de parto de meninas de 10-14 anos atendidos pela rede do SUS. Em 1998, mais de 50 mil adolescentes foram atendidas em hospitais públicos para curetagem pós-aborto, sendo que quase três mil delas tinham apenas 10 a 14 anos.

A ejaculação precoce é a disfunção sexual masculina mais frequente, com uma estimativa de acometimento de 20 a 30% dos homens em algum momento da vida. Foi realizada uma busca no Pubmed, do ano 2000 até os dias atuais, com a finalidade de revisar publicações relacionadas ao manejo e ao tratamento da ejaculação precoce.

Terapias comportamentais foram a base do manejo da ejaculação precoce por muitos anos, embora as evidências de sua eficácia a curto prazo sejam limitadas. Terapias de uso tópico agem por meio de dessensibilização do pênis, mas não alteram a sensação da ejaculação. Os inibidores seletivos da recaptação da serotonina são utilizados para depressão e, em geral, também para tratar ejaculação precoce, com base na observação de que o retardo na ejaculação é um efeito colateral frequente dessa classe de drogas. A dapoxetina é um inibidor seletivo da recaptação da serotonina de curta ação, que foi formulado para tratar a ejaculação precoce, e seus resultados parecem muito promissores.

Diagnóstico

Ao fazer um diagnóstico, os médicos devem também levar em consideração a frequência dos episódios de EP e o período de tempo em que ela tem sido um problema(5).

Essa informação irá ajudar a determinar se a EP é generalizada ou situacional, se é permanente (EP primária: desde o início da atividade sexual) ou adquirida (EP secundária: desenvolvida após um período de tempo sem EP).

Homens com EP, seja ela primária ou adquirida, geralmente relatam pouca ou nenhuma sensação de controle sobre a ejaculação, baixa satisfação na relação sexual e mais angústia/dificuldades interpessoais, em comparação com homens sem EP, além de menor tempo médio de latência na maioria dos episódios de relação sexua. Isso sugere que um diagnóstico completo da EP deva incluir uma avaliação do controle, do tempo de latência, da angústia e/ou das dificuldades resultantes da EP e satisfação sexual.

Tratamento.

As técnicas comportamentais foram a base do manejo da EP por muitos anos, embora a evidência de sua eficácia a curto prazo seja limitada. Alguns homens utilizam-se de abordagens de autoajuda adquiridas por experiência pessoal, biblioterapia (livros) ou pesquisa na internet. Essas técnicas incluem masturbação imediatamente antes da relação sexual, uso de múltiplos preservativos para reduzir a sensibilidade peniana ou técnicas de distração (exercícios mentais) durante as preliminares, durante a relação sexual, isso tem ajudado aos homens que buscam uma forma de como controlar a ejaculação precoce. Vários autores relatam que a ansiedade é uma das causas da EP, e a ansiedade está enraizada no folclore da medicina sexual como a mais provável causa da EP, a despeito da escassez de evidências de pesquisas empíricas que sustentem qualquer papel causal. Vários autores sugerem que a ansiedade ativa o sistema nervoso simpático e reduz o limiar ejaculatório, como resultado de uma fase de emissão precoce no ciclo da ejaculação.

O nexo causal entre a ansiedade e a EP é especulativo, não contando com o apoio de evidências empíricas. Na verdade, as evidências empíricas contradizem essa hipótese, segundo alguns pesquisadores. As abordagens comportamentais geralmente enfocam o aspecto físico da EP, incluindo a técnica da compressão, descrita pela primeira vez por Masters e Johnson, em 1970, e o método “parar-reiniciar”, descrito por Semans, em 1956. Esses métodos envolvem o emprego das preliminares sexuais até pouco antes do ponto de ejaculação. Nesse momento, a glande do pê- nis é comprimida ou a atividade sexual é interrompida, até que passe a vontade de ejacular, quando então a atividade sexual pode ser retomada, e as técnicas são repetidas, conforme necessário.

Contudo, estudos subsequentes relataram altos índices de fracasso com o uso dessas técnicas. A terapia cognitiva ou sexual concentra-se em percepções e sentimentos, melhorando a comunicação entre os parceiros, aumentando as habilidades sexuais e a autoconfiança, e reduzindo a ansiedade associada à atividade sexual. Observou-se melhora a curto prazo com essas abordagens comportamentais; entretanto, são limitados os dados sobre a eficácia desses métodos a longo prazo. Recentemente, os terapeutas sexuais combinaram psicoterapia com exercícios comportamentais obtendo mais sucesso. A terapia enfoca as implicações emocionais da EP, a dinâmica do relacionamento e o manejo da ansiedade no tocante ao desempenho. Essa terapia é limitada pelo custo, pela disponibilidade local de terapeutas treinados e pela disposição dos pacientes e parceiros em participar. Como seria de esperar, os melhores resultados foram observados em homens que estavam motivados e esperançosos, e tinham um relacionamento estável e monogâmico com uma parceira cooperativa.

Direitos Da Infância E Da Juventude

Conselheira Educacional e Familiar pela Universidade Adventista de São Paulo, UNASP ?  Dessa forma, a proposta educativa do programa que aborda trabalho como a produção da vida, aonde a convivência social, sem nenhuma forma de exploração da pessoa humana vem em primeiro lugar, de forma que trabalho coletivo se configura na chave fundamental para superar individualismo, onde os futuros jovens produtores são responsáveis pelo que e para quem produzir buscando distanciar os conflitos existentes entre capital e trabalho humano.

 

Oliveira (1992) chama atenção para a teoria de Vygotsky sobre a relações de pensamento e linguagem serem influenciados pela mediação cultural no processo de construção de significados por parte do indivíduo, na internalização de conhecimentos produzidos socialmente; cabe à escola construir situações onde desenvolvimento cognitivo pautado no pensamento e linguagem possam proporcionar momentos de relações com outro.

 

Um caso notório a este respeito e que não se refere a jovens de baixa renda, mas de jovens da classe média, foi do assassinato do Índio Pataxó, vítima do preconceito de 4 adolescentes de classe média do Distrito Federal, que jogaram combustível e atearam fogo no corpo de Galdino enquanto este dormia em um banco de uma  parada de ônibus em Brasília.

 

É importante ressaltar que só é possível compreender os aspectos de uma criança se nela o educador reconhecer um pouco da criança que foi e que ainda existe em si, sendo possível ao educador redescobrir e reconstruir em si mesmo gosto pelo lúdico, buscando experiências, brincadeiras de infância e adolescência que possa contribuir para uma aprendizagem lúdica prazerosa e significante.

 

Ato brutal de violência colocou outra vez em debate as questões dos direitos, os preconceitos e as omissões da política indigenista do Governo diante das agressões contra os povos indígenas no país” (SILVA, 2002, p. 52) e, podemos acrescentar, colocar em debate também a necessidade de implementar políticas públicas de juventude que possam diminuir as situações de violência e criminalidade na nossa sociedade, evitando a morte precoce de milhares de jovens em nosso país. Não só em nosso país mas também levar esta teoria a todo território mundial.